Seminário "Em Privado Com a Mulher Pública - Um Contributo Para a Mudança Social", a realizar no próximo dia 30, no auditório do Polo B da Escola Superior de Enfermagem, em S. Martinho. Coimbra. amanhã.
"Sex workers talk about their life and work experiences within the indoor sex work setting in nine European cities", vale a pena a leitura e exploração dos produtos do Indoors, um projecto a congratular!
A violência de gênero e contra as mulheres é prova da bestialidade humana.
Em Portugal, segundo os dados disponíveis, morreram este ano 30 mulheres vítimas de violência doméstica. Desenganem-se, não somos civilizados. Como espécie, somos umas criaturas menores.
Não somos nem menos, nem mais. Somos Iguais. Quando assimilarmos essa igualdade, poderemos finalmente dizer: sim, somos civilizados, porque nos respeitamos uns aos outros.
Um mundo de ninharias, como escreve Ricardo Falcão, num texto onde ousa falar de coisas banais que quase todos temos por adquiridas e às quais não atribuímos qualquer importância (pelo menos, deste lado do mundo). De "automatismos" que são o nosso quotidiano à ideia de "desmaterialização", Falcão escreve sobre o que é e como é tomar banho no deserto do Senegal.
Como não lembrar logo as frases de amigos, colegas ou só conhecidos, que andam ou andaram fora da Europa com as suas vantagens em prateleiras de supermercados - que também são culturais -, quando dizem "que saudades" da comida, das facilidades, do gel de banho.
E como não compreender imediatamente os sonhos que levam tant@s a migrar (ou a tentar) rumo às europas.
O texto do Ricardo Falcão, que fala de coisas pequenas que são enormes, e cuja leitura sugiro, encontra-se em:
"Beware: the rescuers and good-doers are the pimps of our times, embedded within a multi-national industry of PACs, Pope and femRads. We are the empowerment of their "good" conciousness, always willing to write upon us, to organise "sex worker events" we are allowed to speak. Thank you". ( Diskrete Kunst )
Artigo: «”The greatest crime in the world´s history”: uma análise arqueológica do discurso sobre tráfico de mulheres” (*), por Lorenzo, Bordonaro e Alvim, Filipa,
2012, in Revista
(In)Visível - Escravidão, Edição 1, Outubro 2012, pp. 17-31, disponível em: http://revistainvisivel.com/revista-um/revista-invisivel-edicao-um.pdf (*) Originalmente publicado em: Lorenzo, Bordonaro e Alvim, Filipa, 2010, «”The greatest
crime in the world´s history”: uma análise arqueológica do discurso sobre
tráfico de mulheres”, Silva, Manuel Carlos e Ribeiro, Fernando Bessa (orgs), Mulheres da Vida. Mulheres com Vida:
Prostituição, Estado e Políticas, Ribeirão: Edições Húmus Lda, pp.51-73
Está a decorrer em Kolkata, Índia, o I Sex Workers Freedom Festival. Participam representantes de 41 países a quem negada entrada nos EUA, por motivos de "profissão", para participar no World AIDS. A organização agiu e decidiu marcar para os mesmo dias o freedom fest, com a partipação de membros de ongs e pessoas trabalhadoras do sexo.
"Um estudo do Banco da Coreia atribuí à Ásia, dentro de trinta anos, 42% do PIB mundial, 23% aos Estados Unidos e 16% à Europa". That´s the true crises at the moment. Estamos (falo da europa) a mudar de lugar, progressivamente, de centro do mundo para a periferia. Damn. Isso até já aconteceu, só nos estamos a tentar adaptar. Isso - a adaptação - às vezes dói um bocado.
Mas se se acreditar, como acredito, que “para todos os povos da Terra – incluindo a América Latina e a África – é fundamental o que está a acontecer na China e na Índia: ali está a ter início um fenómeno de crescimento tão poderoso que pode deslocar os limites da miséria” (Rampini, F., 2007, China e Índia: as duas grande potências emergentes, Lisboa: Presença: 19), então que o reposicionamento na hierarquia mundial seja o menos dolorosa possível, e no final haja trocas de papéis e melhoria na vida das pessoas. Amén.
"Todos os seres humanos nascem livres e iguais em dignidade e em direitos. Dotados de razão e de consciência, devem agir uns para com os outros em espírito de fraternidade." Declaração Universal dos Direitos do Homem